terça-feira, 30 de setembro de 2008

Amamentar reduz em 5% o risco de câncer de mama, indica estudo

Mulheres que amamentam seus bebês por um ano podem estar reduzindo em 5% seu risco de desenvolver câncer de mama, segundo estudo recente do Fundo Mundial para Pesquisas de Câncer. Porém a pesquisa indica que a maioria das mulheres não sabe desses benefícios – no Reino Unido, apenas uma em quatro mulheres tem esse conhecimento.
De acordo com os pesquisadores, a amamentação pode reduzir os níveis de alguns hormônios relacionados ao câncer no organismo da mãe. Além disso, após o período de aleitamento materno, o corpo se livra de células da mama que podem tem danos no DNA, reduzindo os riscos de ter doença no futuro.
Avaliando cerca de 7 mil estudos, os pesquisadores descobriram que o aleitamento materno reduz o risco de câncer de mama em 4,8%. “Queremos levar adiante a mensagem de que amamentar é algo positivo que as mulheres podem fazer para reduzir o risco de câncer de mama", disse Rachel Thompson, que coordenou o estudo.
A pesquisa também indicou benefícios do leite materno para a saúde do bebê, incluindo a redução das taxas de obesidade e a proteção contra uma variedade de infecções. E outras pesquisas sugerem que essa prática também pode reduzir os riscos de desenvolver outros problemas, como diabetes, artrite e alguns tipos de câncer.
“Porque as evidências de que amamentar reduz o risco de câncer de mama são convincentes, nós recomendamos que as mulheres devem exclusivamente amamentar por seis meses e, depois disso, continuar, com alimentação complementar”, destacou a pesquisadora.
Cientistas descobrem marcador genético ligado ao câncer de ovário

Cientistas americanos identificaram, em células dos vasos sangüíneos, um marcador associado ao crescimento de tumores no ovário. De acordo com os especialistas da Universidade da Pensilvânia, a descoberta pode levar a uma potencial forma de diagnóstico precoce da doença, permitindo que o tratamento seja mais eficaz.
O câncer de ovário é o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o que mais mata no Brasil. Dados do Instituto Nacional de Câncer indicam que três quartos dos tumores malignos de ovário apresentam-se em estágio avançado no momento do diagnóstico, sendo mais difíceis de serem tratados.
Nos testes em laboratório, os pesquisadores observaram que todas as 52 amostras de câncer de ovário examinadas apresentavam o marcador genético TEM1 na vasculatura, enquanto nenhuma das amostras saudáveis teve testes positivos para a presença do marcador. Com isso, eles concluíram que esse pode ser um marcador específico do câncer de ovário, que poderia dar origem a um teste de triagem da doença.
Além disso, em testes com ratos, os cientistas usaram um tipo de tomografia para identificar células que expressam o TEM1. E, segundo os pesquisadores, a expressão desse marcador genético pelo tumor está associada a um pior prognóstico da doença e à redução da sobrevivência dos pacientes.
Os cientistas estão pesquisando, agora, formas de direcionar as descobertas para o diagnóstico da doença e para a normalização da vasculatura em volta do tumor, bloqueando o suprimento de sangue necessário para o crescimento do câncer.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Doença do mau humor acomete três vezes mais mulheres do que homens

Se de uma hora para a outra, sem motivo aparente, você se pega reclamando de tudo e passa a maior parte do tempo de mau humor, com dificuldades em sentir prazer em atividades de rotina, sempre com cansaço e falta de energia, fique atento, você pode estar sofrendo de uma doença chamada distimia.
A distimia é um transtorno de humor, considerado um tipo de depressão leve que ocorre em cerca de 5% da população geral e acomete três vezes mais mulheres do que homens.
De acordo com Luiz Alberto Hetem, da Associação Brasileira de Psiquiatria, a doença se diferencia do mau humor comum, um sentimento que todos podemos sentir em diversos momentos de nossas vidas. "Na distimia, a pessoa fica mal-humorada, irritada, impaciente e com sintomas depressivos, como alteração no sono e no apetite, durante a maior parte do dia, por meses ou anos", afirma Hetem.
Para Ricardo Moreno, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, ficamos mal-humorados quando passamos por uma situação desagradável no trânsito, quando sentimos frio ou calor demais ou quando nos sentimos incomodados por alguma dor física. "O distímico é diferente, ele sente o mau humor, além de outros sintomas, sem motivo aparente e durante a maior parte do dia."
De acordo com os especialistas, os distímicos tendem a acreditar que o mau humor constante é apenas um traço de sua personalidade. "Por acreditarem que seu comportamento é normal, demoram a procurar ajuda", afirma Hetem. Para o psiquiatra, a demora em procurar um especialista pode levar os distímicos a uma depressão mais grave.
Tratamento
Os médicos afirmam que, em alguns casos, há possibilidade de cura. Em outros, porém, o tratamento é constante e sem previsão de término. "Isso depende de cada pessoa, mas o tratamento é feito por meio de medicamentos antidepressivos e psicoterapia, assim como em outros casos de depressão", conta Moreno

Quando o mau humor vira doença

Fique atento
É comum passar por situações que provocam o mau humor. A irritação e a impaciência vêm, por exemplo, quando estamos presos no trânsito, com calor ou frio demais ou quando sentimos uma dor forte. Mas quando a rabugice é predominante na maior parte do tempo e está associada a outros sintomas é sinal de que é necessário procurar um médico, pois pode se tratar de distimia

O que é
Distimia é um transtorno do humor. É considerada um tipo de depressão leve. Se o mau humor é predominante durante a maior parte do dia e dura meses ou anos, a pessoa pode estar sofrendo de distimia. Mas apenas um profissional poderá dar o diagnóstico da doença e indicar o tratamento adequado

Sintomas
- Mau humor que dura a maior parte do dia
- Cansaço ou sensação de falta de energia
- Preocupação excessiva
- Alteração no sono e no apetite
- Baixa auto-estima, irritabilidade, negativismo desânimo e melancolia
- Mesmo as atividades mais simples passam a exigir muito esforço
- Dificuldade de sentir prazer com o dia-a-dia
- Dificuldade para se concentrar, tomar decisões e acompanhar o ritmo dos colegas de trabalho
- Insatisfação constante e tendência a supervalorizar acontecimentos negativos

Quem pode ter
- Pessoas de todas as idades
- Acomete de duas a três vezes mais mulheres do que homens
- É mais comum entre jovens adultos (entre 25 e 35 anos)

Pode provocar
- Isolamento social
- Problemas conjugais e familiares
- Queda no desempenho profissional e escolar
- Abuso de drogas e alcoolismo

Tratamento
Na maioria dos casos o tratamento é feito com o uso de medicamentos antidepressivos e com psicoterapia
Livre-se das celulites antes da chegada do verão

Cremes, massagens e dieta: escolha o melhor tratamento para o seu grau de problema

Com o verão chegando perto, o problema volta a assustar. A celulite incomoda a maioria das mulheres e não é à toa: os furinhos causam a maior vergonha. A celulite surge por conta de nódulos de gordura que se formam na região subcutânea. Eles impedem a oxigenação e a nutrição celular, causando o aspecto de casca de laranja na pele. As circulações sanguínea e linfática também ficam prejudicadas , afirma a esteticista Luisa Catoira, de São Paulo.

As alterações hormonais tornam as mulheres mais suscetíveis ao problema que, além do desconforto estético, pode trazer dor, inchaços nas pernas e problemas de ordem psicológica. Os tratamento estéticos, em geral, oferecem ótimo resultados. Mas todos eles precisam ser combinados a uma boa alimentação, prática regular de exercícios físicos e interrupção do tabagismo.

A Sociedade Brasileira de Medicina Estética estima que a celulite atinge oito entre cada dez mulheres ocidentais, deixando ondulações nas pernas, nas coxas, no bumbum e, às vezes, até na barriga. Se você é uma delas, acompanhe abaixo as dicas dos especialistas para chegar ao verão com a pele lisinha.

Celulite de grau 1

Como é: ela só aparece quando você pressiona a pele. Surgem gominhos que lembram a casca de laranja.

Por que surge: alimentação gordurosa e com pouco líquido, sedentarismo e tendência genética favorecem esse tipo de celulite

Como tratar: as alterações na dieta costumam surtir efeitos notáveis neste tipo de celulite. Evite bebidas gasosas (não só refrigerantes, mas água com gás também). Sal demais também é prejudicial, porque aumenta a retenção de líquidos e prejudica a circulação do sangue. Cremes à base de centelha asiática também fazem diferença, assim como as sessões de drenagem linfática. Faça, pelo menos, dez sessões seguidas (uma por semana). Mas não adianta drenar o corpo e comemorar num rodízio de pizza , afirma a fisioterapeuta Fernanda Elhiage, dona do Studio Conceitus.
Celulite de grau 2

Como é: a aparência de casca de laranja é suave, mas salta aos olhos sem que haja necessidade de pressionar a pele.

Por que surge: alimentação gordurosa e com pouco líquido, sedentarismo e tendência genética favorecem esse tipo de celulite

Como tratar: além das mudanças na dieta, sessões de carboxiterapia são o melhor antídoto contra este tipo de celulite. O tratamento é dividido por área: o especialista injeta gás carbônico sob a pele, que é renovada. Você precisa de, pelo menos, dez sessões e já nota os resultados a partir da quinta aplicação. Há ainda outras opções de tratamento neste caso:

Massagem modeladora: quebra as moléculas de gordura que estão causando o problema. É seguida por uma drenagem, que elimina essa substância pela urina. A circulação sangüínea também é estimulada, evitando a formação de novas celulites. O mínimo de dez sessões é recomendado.

Eletrolipólise: o método usa agulhas que são estimuladas eletricamente para combater os furinhos. Com isso, há a quebra das moléculas de gordura e a melhora da circulação sangüínea. O mínimo de dez sessões é recomendado.

Celulites de grau 3

Como é: normalmente, aas celulites de grau 3 provocam o famoso efeito casca de laranja e causam a sensação de peso nas pernas, além de atingir o bumbum. Surgem, principalmente, nas pessoas que sofrem com o sobrepeso.

Por que surge: o principal causador é o excesso de peso, agravado pelo sedentarismo.

Como tratar: só os tratamentos estéticos não fazem efeito nestes casos, que exigem também uma dieta rigorosa para controle do peso, além d exercícios físicos regulares.
Celulites de grau 4

Como é: trata-se da mais grave de todas as celulites, provocando disformidade no contorno do corpo e está diretamente associada aos casos de obesidade.

Por que surge: a obesidade é o principal agente causador

Como tratar: você precisa aliar todos os métodos, incluindo dieta balanceada, exercícios físicos e massagens. Reduzindo o peso, os tratamentos começam a dar resultado mais rapidamente.

Eficácia dos cremes anticelulite e tratamentos

Se a sua celulite é de grau 1 ou 2, os cremes ajudam a amenizar os furinhos. Eles possuem agentes desintoxicantes que melhoram a circulação linfática e têm ação redutora de medidas , afirma a esteticista Luisa Catoira, de São Paulo. No entanto, esses cremes não eliminam de vez a celulite, eles suavizam o problema. É importante cuidar da manutenção do tratamento: depois dos dois primeiros meses usando o produto duas vezes por dia, é preciso manter o uso pelo menos uma vez por dia, senão a celulite pode retroceder , recomenda a especialista.

Alerta

Estresse, abuso de bebidas alcoólicas, alterações hormonais, consumo de pílula anticoncepcional sem orientação e uso de roupas muito apertadas também agravam as celulites.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Beleza em domicílio


Muito, mas muito tempo antes de surgir a onda dos personal profissionais – stylist, beauty, gourmet, trainer e outros tantos que foram se multiplicando -, algumas empresas do setor de beleza já praticavam a atividade com um nome menos glamouroso, é verdade, mas com o mesmíssimo conceito, por meio de suas revendedoras ou, numa linguagem ainda mais atual, consultoras de beleza. Quem nunca recebeu a visita de uma revendedora Avon, a mais antiga empresa de cosméticos a praticar a modalidade da venda direta, personalizada, domiciliar? Depois dela, vieram outras, como Jafra, Mary Kay e as made in Brazil, como Natura. O incrível é que essas marcas nunca abandonaram o conceito original, jamais abriram lojas (com uma única exceção) e continuam, até hoje, investindo neste atendimento tête-à-tête. Suas consultoras não vendem simplesmente as linhas expostas em sites e catálogos que circulam de mãos em mãos. Elas vão além, são treinadas para indicar o melhor creme para cada tipo de pele, o xampu mais adequado, as tendências em maquiagem. São ou não são verdadeiras personal beauty?


Algumas histórias são bem antigas. A Avon, por exemplo, nasceu nos Estados Unidos em 1886. O vendedor de livros David McConnel costumava brindar seus clientes com frascos de perfume, que faziam mais sucesso do que os próprios livros. O visionário McConnel decidiu, então, mudar de ramo, abriu a Califormia Perfume Company e convidou uma mulher, Florence Albee, para fazer a venda direta dos produtos. Nascia a primeira revendedora Avon - o nome da empresa foi trocado em 1939 em homenagem à cidade natal de William Shakespeare, Stratford-On-Avon. Na década de 50, a Avon rompeu fronteiras e se espalhou pelos cinco continentes. Hoje, o trabalho iniciado por Mrs. Albee é feito por mais de 5 milhões de revendedoras no mundo todo, mais de 1 milhão só no Brasil.


Outra americana que apostou neste modelo é a Jafra, sigla que faz a junção dos nomes de seus dois fundadores, Jan e Frank Day. A marca também contribuiu também para a abertura de um novo nicho de atividade profissional para as mulheres desde 1956.Jan Day foi a primeira consultora Jafra e, já nos primeiros quatro meses de atividade, criou um grupo de 30 vendedoras. O carro-chefe da empresa era o creme hidratante com geléia real, um clássico da cosmetologia.




“Se você pensa que pode, você pode”. As sábias palavras da mãe nunca mais saíram da cabeça de Mary Kay, dona da grife de cosméticos que leva seu nome. Fundada em 1963, em Dallas, a gigante Mary Kay funciona nos mesmos moldes da Avon e da Jafra, com cerca de 2 milhões de consultoras em mais de 30 países. Dona de casa e mãe de três filhos, Mary Kay descobriu em um teste vocacional a aptidão para vendas. Começou a trabalhar em uma loja de produtos para casa, ganhou vários prêmios pelo excelente desempenho, mas, depois de 25 anos trabalhando com venda direta e de certa forma frustrada com as dificuldades de ascenção profissional para a mulher, resolveu se aposentar. Passou a escrever um livro sobre como deveria ser a evolução da carreira de uma mulher, material este que acabou se tornando o plano de marketing da sua empresa, a Beauty by Mary Kay, aberta em 1963.


Brasileiríssima, a Natura é a caçula da turma, mas nem tão novinha assim. São 40 anos de pesquisa e desenvolvimento de produtos de beleza. “Bem estar bem” é o lema da marca de cosméticos, fragrâncias e higiene pessoal para mulheres de todas as idades. A empresa encara as consultoras e os consultores da marca como os primeiros consumidores, afinal são eles que levam os produtos até os clientes. São cerca de 640 mil só no Brasil. Atualmente, os personal saleswomen ou salesmen estão espalhados por vários países da América latina, como Chile, Argentina, Peru, Bolívia, México e Venezuela. Na Europa, a Natura entrou pela porta da frente e abriu a exceção citada no início do texto. A marca inaugurou sua primeira e única loja (foto) na capital mundial dos cosméticos, Paris, mas sem abrir mão de suas consultoras, que, na glamourosa língua de Balzac – o romancista francês que, lá no início do século 19, encheu a bola das mulheres de 30 -, ganharam o título de conseillères.Pioneiras neste mercado da beleza em domicílio, Florence Albee, Jan Day e Mary Kay abriram novos caminhos para as mulheres, contribuindo para tornar o passar do tempo bem menos cruel.
Centros de estética e salões oferecem tratamentos para a primavera

O Banho Floral do Kyron SPA acontece entre setembro a dezembroApesar do persistente ventinho gelado, a primavera começou oficialmente na segunda-feira (22). Além de um visual mais florido, a estação traz também novos tratamentos de beleza nos centros estéticos e cabeleireiros. Veja abaixo algumas opções para rosto, corpo e cabelo:
- O Banho Floral do Kyron SPA, em São Paulo (SP) tem edição limitada entre os meses de setembro a dezembro. O tratamento associa o poder das plantas aos princípios da cromoterapia e aromaterapia para promover relaxamento e vitalidade. Trata-se de uma imersão em uma banheira repleta de flores da estação e uma infusão preparada previamente com hortelã e citronela. A temperatura da água fica em torno dos 37 graus e o banho dura cerca de 25 minutos. A banheira tem jatos de água direcionados e luzes para cromoterapia. A variação das luzes promete efeitos sensoriais de relaxamento e revitalização, potencializando o efeito de bem-estar físico e emocional do banho. Preço: R$ 79.
- O Enrish do Studio de Beleza Sônia Nesi, no Rio de Janeiro (RJ) é um tratamento indicado para cabelos rebeldes, com ou sem química. Seu principal ativo é a Cashmere Resort, uma proteína extraída da lã de carneiro do Himalaia. O tratamento, que também inclui óleo de abacate, promete revitalizar os fios rebeldes, deixando-os macios, saudáveis e controlados. Ele começa com uma lavagem com xampu de limpeza profunda, seguido da aplicação de um condicionador sem enxágüe para controlar o efeito frizz. Depois é colocada uma máscara que relaxa e controla a estrutura do cabelo. A finalização é feita com uma gota do leave-in de Cashmere, com escova e aplicação de prancha. Preço: a partir de R$ 50
- A Escova de Flores do salão Più Bella Capelli, no Rio de Janeiro (RJ) tem o mesmo princípio da escova inteligente. A duração pode chegar a três meses, dependendo da manutenção e do tipo de cabelo. A fórmula usada traz propriedades revitalizantes de flores, que prometem maior absorção, durabilidade e brilho aos fios. O cabelo é primeiramente lavado com xampu-anti-resíduo. Em seguida, após a secagem, é aplicada uma máscara composta de pétalas e polinizantes de flores. A finalização é feita com escova e prancha, com a aplicação desta máscara mecha a mecha. Preço: a partir de R$ 180.
- A Hidratação de Orquídeas do Veronezi Studio, em Niterói (RJ) é um banho de hidratação que promete definição, brilho e equilíbrio para os fios. No processo, os cabelos são lavados, depois recebem uma máscara nutritiva. Na seqüência, é acrescentada uma ampola de tratamento de orquídeas com efeito anti-frizz. A finalização varia conforme o tipo de cabelo, que pode ser com prancha e secador, para os lisos, ou com um leave-in líquido que não pesa nos fios, para os cacheados. Preço: a partir de R$ 68.
- O Nutri Facial Intensivo do Shishindo Crystal Spa Zen, em Atibaia (SP) é um tratamento de recuperação e hidratação da pele do rosto para pessoas acima de 30 anos com o objetivo de deixá-la equilibrada, hidratada, luminosa, suave e protegida contra os fatores de agressão externos. O processo inclui uma massagem facial com drenagem linfática e digitoacupressão - pressão realizada com a ponta dos dedos nos meridianos, que utiliza os mesmos pontos da acupuntura, prometendo efeito benéfico sobre os órgãos que afetam a qualidade, a tonicidade e vitalidade da pele. Os cosméticos utilizados no tratamento contêm óleos essenciais e concentrado de cereais. Preço: R$ 230.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008




Chega de cólica menstrual!



Chega de cólica!A menstruação se aproxima e, com ela, para muitas mulheres, um doloroso tormento - que um novo remédio promete espantar para sempre. Por que todo mês parece ser sinônimo de sofrimento? O que mais pode trazer alívio?

por ADRIANA TOLEDO
design GIOVANNI TINTI

São poucas as felizardas que passam pelo período menstrual ilesas, isto é, sem dor nenhuma. Para a grande maioria, a fase é um suplício. Entre 70 e 90% das mulheres sofrem de dismenorréia a popular cólica. Para metade das que se queixam de dor, a sensação é tão forte que chega a ser incapacitante, impedindo que consigam trabalhar ou estudar direito, revela o ginecologista César Eduardo Fernandes, da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André, na Grande São Paulo.
As principais vítimas, segundo Fernandes, são as adolescentes por volta dos 13 anos. Essa é a época em que os ovários amadurecem e estréiam em sua função de liberar um óvulo por mês. A maior parte dos episódios de dor tem origem primária, ou seja, é decorrente do ciclo normal, e não de uma alteração orgânica extraordinária, explica o ginecologista Jorge Souen, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
O tratamento convencional, com antiespasmódicos, antiinflamatórios ou até mesmo anticoncepcionais, costuma dar conta do recado. Só que, em geral, não tão rapidamente quanto desejariam as mulheres que mensalmente se contorcem em contrações pélvicas nada agradáveis. Recentemente, o laboratório Boehringer Ingelheim lançou um remédio em cápsula-gel à base de ibuprofeno, um antiinflamatório não-hormonal indicado para aliviar a situação. A vantagem? Ele age com velocidade, como se fosse um medicamento líquido, mas tem a praticidade de uma cápsula, resume Ricardo Amorim, gerente de grupo de produtos da linha gastrointestinal da empresa. O comprimido comum leva cerca de duas horas para atingir seu efeito pleno, enquanto a nova fórmula começa a ser absorvida em 20 minutos e leva no máximo uma hora para eliminar de vez o desconforto, garante.
Comparada com suas congêneres, a droga que acaba de ser lançada tem menor concentração do princípio ativo e maior ação analgésica. É importante ressaltar, no entanto, que, se a dor persiste apesar do remédio ou aparece em idade mais avançada, é preciso investigar eventuais causas secundárias, como a endometriose — quando o revestimento do útero cresce para fora desse órgão , infecções ou mioma uterino, um tumor benigno. Ou seja, a cólica para quem já passou da adolescência é um bom motivo para não adiar a ida ao ginecologista.
Como se não bastasse todo o transtorno provocado pela cólica, geralmente ela não vem sozinha. Dores nas costas e de cabeça, entre outros sintomas, estão relacionadas às prostaglandinas, e podem dar as caras em mulheres mais suscetíveis durante o período menstrual, observa Jorge Souen. Segundo o médico, como tudo tem a mesma origem, os tratamentos indicados para combater a dor pélvica costumam resolver também esses outros desconfortos.
Na hora de escolher o tratamento, o histórico da paciente e o exame ginecológico nos fornecem boas pistas para acertar, diz o ginecologista Eduardo Schor, da Universidade Federal de São Paulo. Segundo ele, se a percepção é de uma dor leve, um antiespasmódico pode dar conta do problema. Por outro lado, as cólicas mais fortes requerem os tais antiinflamatórios não-hormonais. Se nem eles funcionarem, o jeito será recorrer ao anticoncepcional.
Mulheres que não respondem bem às medicações habituais ou têm intolerância a certos tipos de droga podem ainda lançar mão do estímulo elétrico transcutâneo do nervo, recurso da fisioterapia em que eletrodos transmitem correntes de baixa freqüência, conta Sonia Tamanaha. Ela explica ainda que os médicos, além de acertar na saída terapêutica, devem avaliar como aplicá-la. Na maioria dos casos, os antiinflamatórios são indicados para o início do ciclo menstrual e seu uso deve se prolongar por até três dias. Já para as pacientes que têm dor muito intensa, a recomendação poderá ser engolir o medicamento um ou dois dias antes do início da menstruação, exemplifica.
Em geral, para minimizar efeitos adversos, como irritação do estômago e do intestino, o melhor é ingerir a medicação após as refeições. Aliás, as vítimas de cólicas menstruais podem encontrar outros aliados à mesa. Uma dieta rica em vegetais, vitaminas B1, B6 e E, além de gordura proveniente dos peixes, reduz a severidade das dores, garante a ginecologista.
Sérgio Ribeiro, ginecologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, recomenda evitar estimulantes como o café, o chocolate e os refrigerantes à base de cola, já que contêm cafeína, substância que contrai os vasos do endométrio, aumentando o mal-estar. Por fim, se você fuma, largue o cigarro se pretende viver com menos dor. E, se está muito acima do peso ideal, trate de emagrecer. Há uma relação entre esses fatores e a dor pélvica menstrual, informa o ginecologista Eduardo Schor.
Antidepressivos podem diminuir fertilidade masculina


Antidepressivos podem causar problemas de fertilidade em homens ao danificar o DNA dos espermatozóides, de acordo com estudo publicado na revista "New Scientist".

A equipe do pesquisador Peter Schlegel, do Centro Médico Cornell em Nova York, deu doses de inibidores seletivos da recaptação da serotonina (SSRI, em inglês), o tipo mais comum de antidepressivos, a 35 homens que tinham esperma saudável, durante cinco semanas. Quatro semanas após o tratamento, a qualidade dos espermatozóides foi medida novamente.

Superficialmente, o esperma parecia saudável, com muito sêmen e espermatozóides, com forma e mobilidade normais. Mas, um exame de DNA mostrou que a porcentagem de DNA fragmentado nas células passou de 13,8 para 30,3 na média.

Níveis como esse de dano no DNA têm sido relacionados a problemas com a viabilidade dos embriões. Poucos embriões conseguem ser formados e, os que são, têm menos chances de conseguirem se fixar no útero materno.

Os resultados da pesquisa serão apresentados em novembro, em um encontro da Sociedade Americana para Medicina Reprodutiva, em São Francisco, na Califórnia.
Nutricionistas recomendam maior consumo de frutas e hortaliças


Apenas 17,7% da população brasileira atende às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de comer cinco porções diárias de frutas, hortaliças e verduras, indica pesquisa do Ministério da Saúde, segundo a assessoria do Conselho Regional de Nutrição da 3ª Região. O Conselho recomenda o consumo diário de verduras, legumes e frutas nas refeições, o que contribui para parte importante da composição de uma dieta equilibrada, por seu alto teor de micronutrientes, fibras e compostos bioativos com propriedades funcionais, além de apresentarem baixa densidade energética.

A maior regularidade na pesquisa do ministério, segundo o Conselho, foi encontrada em São Paulo, que apresentou 23% da amostra com esse comportamento, sendo que as mulheres têm mais esse costume - são 27%, enquanto entre os homens são apenas 18%. O uso de carne com gorduras aparentes está no cotidiano de 32,8% da população e 29% dos adultos são sedentários. Os dados fazem parte da pesquisa realizada pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico - Vigitel, em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo, nas capitais dos 26 Estados do país e no Distrito Federal, divulgado em abril de 2008.

Segundo o conselho de nutrição, há uma associação inversa entre o consumo de frutas, legumes e verduras e o risco de doenças cardiovasculares e determinados tipos de câncer. Em pesquisas, a dieta tem aparecido como determinante em casos de deficiências nutricionais, como anemia e hipovitaminose A (ausência de vitaminas), e doenças crônicas não transmissíveis.

O conselho recomenda, para uma alimentação saudável, variedade nos tipos de alimentos, pertencentes a diversos grupos, e moderação, ingerindo quantidades equilibradas desses grupos diversos.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Turista espacial diz estar preparado para queda de emergência

Um turista espacial texano disse nesta terça-feira que não ficou preocupado com os dois turbulentos pousos anteriores da cápsula russa Soyuz e que está ansioso para realizar suas próprias experiências no espaço.
Em abril, uma turista espacial sul-coreana a bordo da Soyuz disse ter ficado com medo de morrer ao voltar para a atmosfera no ângulo errado, o que expõe a tripulação a violentas forças gravitacionais e queima parte do módulo.

O programador de videogames Richard Garriott, de Austin (Texas, EUA) vai pagar estimados 35 milhões de dólares para ir ao espaço no mês que vem, pegando carona com um astronauta da Nasa e um cosmonauta russo a caminho da Estação Espacial Internacional.Garriott, filho de um astronauta aposentado, vai passar dez dias no espaço e voltará à Terra com a atual tripulação da Estação, numa cápsula de reentrada da Soyuz que nos seus dois vôos anteriores apresentou problemas.
Em abril, a cápsula pousou cerca de 420 quilômetros fora do alvo, nas estepes cazaques, porque dois foguetes deixaram de funcionar antes da reentrada, colocando a nave numa queda muito acentuada.
No ano passado, tendo o primeiro astronauta malaio na tripulação, o mesmo defeito provocou outro pouso dito "balístico". "Pessoalmente não acho que uma entrada balística seja um problema. Não é uma forma particularmente anormal de reentrada", disse Garriott em entrevista coletiva num centro de treinamento para astronautas nos arredores de Moscou.
A Agência Federal do Espaço da Rússia não divulgou os resultados da investigação sobre os dois incidentes, mas autoridades afirmaram que os problemas foram sanados e que a Soyuz funcionaria "como um relógio",
Garriott também minimizou os riscos. "Estou convencido de que a probabilidade de um pouso balístico no meu caso é significativamente reduzida, mas se ocorrer estou física e mentalmente bem preparado para ela", disse.
Cosméticos noturnos ajudam a reforçar tratamentos de beleza

Stock Images
Durante a noite, a penetração dos ativos presentes nos cosméticos é facilitada

ritual tipicamente feminino de se besuntar de cosméticos após o banho pela manhã ganha força para ser repetido também à noite, com cada vez mais lançamentos de produtos para serem utilizados neste período। E não é só o rosto que está na mira das indústrias de beleza: cabelo e corpo também ganham opções noturnas। Embelezar-se durante a noite tem algumas vantagens, segundo os especialistas. A ausência do sol permite o uso de ativos fotossensíveis sem o risco de manchas. Além disso, os princípios ativos podem ser mais concentrados, porque sem a luz, o risco de irritação é menor. O metabolismo noturno, mais lento, também trabalha a favor da beleza, pois favorece a ação de alguns ativos. "O cosmético noturno é importante porque no horário em que você vai dormir, teoricamente, todos os fatores que agridem a pele e o cabelo são eliminados, como o sol, o vento e a poluição. Desta forma, você consegue absorver melhor os cremes", diz a dermatologista Adriana Vilarinho, de São Paulo.
A diferença fundamental entre os produtos diurnos e noturnos é a sua função: os noturnos são mais focados no tratamento, enquanto os diurnos são de ação preventiva. O uso combinado de ambos garante um efeito potencializado. As ações mais comuns presentes nos produtos noturnos para a pele são contra rugas, manchas, celulite e flacidez. Nos produtos para o cabelo o foco está no combate à queda e ao ressecamento.
Combinar as marcas dos cosméticos do dia e da noite é algo desnecessário. "A marca não importa. O importante é que o produto seja adequado ao tipo de pele, à idade cronológica e à idade real da pele", afirma o médico cosmiatra Jardis Volpi, de São Paulo. Outra possibilidade é combinar produtos industrializados com fórmulas manipuladas receitadas por um médico. A dermatologista Mônica Carvalho, de São Paulo, acredita que esta opção garante um resultado melhor: "Nos produtos prontos, alguns ativos são mais estáveis, a fórmula se mantém por mais tempo. Ao mesmo tempo, no manipulado, você pode combinar mais ativos".
Ao adotar a rotina de cuidados noturnos, é necessário tomar algumas precauções. Ácido retinóico, ácido glicólico e hidroquinona são algumas das substâncias mais comuns presentes nas formulações noturnas, e que, por serem sensíveis à luz, exigirão o uso de um protetor solar durante o dia com um fator de proteção solar mínimo de 15. No corpo, muitas vezes pode ser necessário suspender depilações ou esfoliações se o produto noturno sensibilizar muito a região. Lavar e tonificar a pele do rosto antes de aplicar o produto também é importante para favorecer sua ação. No corpo e no cabelo, a lavagem vai variar conforme as instruções do fabricante do cosmético ou da indicação do dermatologista.
Em relação aos produtos manipulados, algumas precauções são necessárias na conservação, pois este tipo tende a se oxidar mais rápido. Antigamente, muitos exigiam conservação em geladeira, procedimento que foi se tornando desnecessário na medida em que conservantes foram incorporados à fórmula. Ainda assim, é recomendável evitar o contato das mãos com o produto, usando sempre uma espátula para retirá-lo do pote ou, se possível, utilizar uma embalagem "pump" - mesmo lavando as mãos, as bactérias presentes no corpo causam alterações na fórmula. Como alguns princípios são fotossensíveis, também é indicado guardar a embalagem em um ambiente sem luz e longe do calor. Mandar fazer pequenas quantidades também ajuda - uma embalagem de 30 gramas, por exemplo, é suficiente para um mês de aplicação no rosto e pescoço.
No álbum de fotos há opções de produtos disponíveis no mercado para uso noturno. Faça sua opção e aproveite seu sono de beleza - literalmente.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Por que o bebê chora?

Ele está reclamando e você não sabe a razão. Analisamos os suspeitos de sempre (e outras possibilidades que nem passam pela sua cabeça) para ajudá-lo a descobrir e resolver


Seu bebê já comeu, a fralda está seca, e ele parece bem descansado। Então, por que raios começa a choramingar de repente? Embora possa parecer à toa, pode ter certeza de que os bebês sempre choram por algum motivo। “É a maneira que têm de pedir ajuda”, explica a pediatra Charlotte Cowan, de Boston। “E é sua função descobrir do que ele precisa”। Pois é... parece óbvio, mas vai traduzir esse pedido de ajuda... Nem sempre é fácil, a gente sabe। Enquanto você procura por pistas para entender o desconforto de seu filho, é importante manter a calma e deixá-lo tranqüilo। Para isso, converse com ele com uma voz reconfortante, dizendo: “Não sei o que está errado, mas vou descobrir e fazer você se sentir melhor”, sugere o dr। Prachi Shah, pediatra especializada em desenvolvimento e comportamento do Hospital Infantil do Texas। Para facilitar essa tarefa, preparamos uma lista com as reclamações mais prováveis e propomos algumas estratégias para trazer o sorriso de volta ao rosto do seu filho। E ao seu, claro

“Você pode, por favor, tirar esse casaquinho?”

Só porque lá fora está ventando não significa que seu bebê precisa estar vestido como um esquimó। Os pais têm a tendência de agasalhar seus filhos mais do que o necessário e, com isso, eles ficam incomodados. * Solução: Para evitar excessos, tome por base as roupas que você está usando e vista seu bebê de maneira proporcional. Se você ainda fi car na dúvida se seu fi lho está com frio ou com calor, coloque sua mão sobre a barriga dele para medir a temperatura. O método clássico de pegar no pezinho ou colocar a mão no rosto não funciona. “Os pés e as bochechas do bebê podem estar frios mesmo que ele esteja confortável”, diz a doutora Charlotte Cowan.

“Será que não dá para as pessoas se entenderem?”

Bebês não entendem frases como “Eu não acredito que você esqueceu de pagar a conta do cartão de crédito!” ou “Por que você sempre espera eu pedir para tirar o lixo?”। Mas eles podem perceber que a mamãe e o papai estão brigando – e eles não gostam disso। “Se o clima está tenso ou alguém está gritando, o bebê percebe e pode ficar irritado por conta disso”, diz a pediatra Ellen Schumann, da clínica Marshfield, de Wisconsin. * Solução: Discussões entre o casal vão acontecer de vez em quando, não tem jeito, ainda mais nesta fase, em que o bebê demanda muitos cuidados, e de maneira especialmente intensa. Não dá para evitar um ou outro desentendimento, mas tente expressar seus sentimentos de uma maneira calma e controlada, criando um ambiente tranqüilo para a criança. Reserve as discussões mais quentes para depois que as crianças estiverem dormindo.

“Estressei!”

Muito barulho, movimento ou luz forte – em um shopping, um restaurante ou mesmo uma reunião familiar – pode levar o bebê às lagrimas। E, depois de um certo ponto, muita estimulação, mesmo que tudo que você tenha feito seja rodeá-lo de brinquedos, pode ser demais para ele। * Direto da solução: Cada criança tem um limite diferente; então, preste atenção na maneira como seu bebê lida com lugares movimentados. Não passe muito tempo dentro de uma loja ou um supermercado. Vá a restaurantes fora de horário do pico e apresente novos brinquedos em doses homeopáticas. Quando chegar em casa, depois de passar por um lugar movimentado, dê um tempo e descanse em silêncio, para que seu bebê, agitado, se acalme e volte à rotina.

"Minha barriga dói!”

São muitas as razões e possibilidades para explicar o desconforto que seu bebê sente quando tem cólicas e dores de estômago. Podem ser gases, dor de barriga, alergia ao leite (especialmente para os bebês que não mamam no peito)... Tudo isso pode causar cólicas e fezes mucosas. Uma outra possibilidade pode ser o refluxo, que faz com que alimentos ingeridos voltem ao esôfago, causando desconforto. * Solução: Faça seu bebê arrotar com mais freqüência. Alivie os gases massageando a barriguinha ou pedalando as perninhas. Se você estiver amamentando, tente fazer com que esvazie o conteúdo todo de um dos seios em cada mamada. Para os bebês que tomam mamadeira, use bico anatômico e com o furo correto, bem pequeno; assim, a criança não engole tanto ar ao beber o leite. Se tudo isso não ajudar, converse com o pediatra sobre a possibilidade de se tratar de intolerância a lactose ou alergia a proteína do leite. Você pode deixar a criança sentada após as mamadas. O pediatra também pode diagnosticar se ela tem refluxogastroesofágico e receitar medicação

“Ai, algo está me pinicando!”

Seu bebê pode ter um fio de cabelo ou uma linha enrolada entre seus dedinhos, interrompendo a circulação e causando dor e inchaço। Isso é mais comum do que imaginamos e pode até causar marcas permanentes na pele do bebê. Etiquetas e zíperes podem irritar a pele da criança. O cinto da cadeirinha do carro ou do carrinho também pode estar apertado demais. * Solução: Tire a roupa da criança e inspecione os dedinhos. Se encontrar um fio (de roupa ou de cabelo), desenrole ou corte com uma tesourinha. “Se você tem um menino, observe se o cabelo está enrolado no pênis”, lembra a doutora Schumann. Também cheque zíperes, etiquetas e ajuste os cintos de seguranças para que não fiquem tão apertados.

“Estou me sentindo sozinho aqui!”

Entre 6 e 9 meses, seu bebê vai aprender que ele é um ser separado de você, o que é muito bom। O efeito colateral não tão bacana é que ele vai começar a chorar assim que você sair do quarto – simplesmente porque vai sentir sua falta. * Solução: Você pode deixar o bebê entretido com alguma atividade enquanto faz outra coisa, mas, se notar que a separação gerou escândalo, dê atenção ao seu pequeno. Uma massagem leve ou até mesmo cócegas nas costas podem assegurar à criança que você sempre volta. Se já tentou de tudo e mesmo assim ele não pára de chorar, talvez seja mais fácil deixar o bebê perto de você quando estiver fazendo suas coisas. A fase passa perto dos 15 meses.

“Estou com fome!”

Seu bebê comeu faz uma hora e ainda não é hora de comer de novo। Ou será que é? Se ele estiver passando por uma fase específica de crescimento, as lágrimas podem significar: “Garçom, quero fazer mais um pedido”. Essas fases de crescimento acontecem entre a segunda e a sexta semana e entre o terceiro e o sexto mês e duram cerca de dois dias, explica Melissa Nagin, consultora especializada em amamentação. Como bebês não costumam seguir calendários, essa “fominha” pode acontecer a qualquer momento. * Solução: Seu bebê está mesmo com fome? O melhor modo de testar é levá-lo para passear. Se parar de chorar ou dormir, não precisa de comida. Mas se chorar durante todo o passeio, ofereça o peito.

“Estou ficando cansado de olhar para essa parede”

Passar uma hora na mesma cadeira ou no mesmo canto do quarto não é nada divertido. Os bebês gostam de mudar de cenário com freqüência e acabam entediados.* Solução: Mude a criança de um quarto para outro, levando-a para uma volta no parque ou até mesmo a tiracolo quando você for às compras. Caso não seja possível, falar e interagir com o bebê já são bons entretenimentos. “Bebês são seres muito sociais”, diz o dr. Shah.

Quem tem medo de 1968?

Como vocês, leitores da História Viva, devem saber, nossa última edição traz um dossiê especial sobre o ano de 1968 (para os que não sabiam, fica aqui registrado). Pois bem, obviamente a decisão de publicar o dossiê foi motivada pela proximidade das comemorações dos 40 anos do Maio de 68. Ao invés de concentrarmos a edição apenas nos eventos da França, porém, decidimos encarar 68 em uma perspectiva mais ampla, tentando entender porque esse ano continua tão marcante não só no Brasil como no mundo inteiro.

Pois bem, até aí nada de novo. Em todo o planeta toneladas de papel e tinta estão sendo gastos para lembrar a efeméride. Ninguém, portanto, nega a importância desse verdadeiro divisor de águas da história contemporânea. O ano de 1968 está longe de ser esquecido, e isso não deixa de surpreender em uma época que em certos aspectos representa uma verdadeira antítese em relação àqueles tempos de sonho e rebeldia. Confesso que isso me deixava intrigado: nesse mundo onde “o medo venceu a esperança” (invertendo a fórmula do nosso guia e mestre), como 68 continua a estar na ordem do dia?

Ontem, ao participar do Roda Viva com Zuenir Ventura, finalmente descobri o motivo. Por muito tempo 68 significou rebeldia e utopia cultural, comportamental, existencial, estética e política. Tudo junto, sem distinção. Aliás, um dos grandes méritos dos movimentos que marcaram 68 foi justamente ter derrubado as barreiras que separavam esses campos. A política transbordou para o campo da vida cotidiana, passou a se refletir nas opções de vida de cada um. Se libertou dos estreitos limites do parlamento, do partido ou do quartel e ganhou as ruas.

O grande problema para aqueles que insistem em ver 68 como uma simples renovação de costumes é que estas pessoas não conseguem ver a política para além das grades que o partido, os jornais ou o governo lhes impôs. Certa vez Orson Welles disse que as pessoas fazem jornalismo em muitos lugares, inclusive nas redações. Pois é... o que 68 ensinou é que as pessoas fazem política em muitos lugares, até no parlamento.

Escrevo tudo isso para dizer que, diante, de um esforço que se faz hoje para apagar o legado político de 68, precisamos fazer jus à história e lembrar que sem aquele ano provavelmente o movimento altermundista que surgiu nos anos 90, talvez a única proposta realmente democrática surgida desde a queda do Muro de Berlim, provavelmente nunca teria existido. É por isso que fica aqui o registro de um tempo que nos deixou o legado de uma nova política, aquela que queria colocar a imaginação no poder.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Mosca drosófila teve papel fundamental no estudo da genética

da Folha Online



No início de século 20, o cientista norte-americano Thomas Hunt Morgan fez uma série de estudos em busca da resposta para um dos grandes problemas científicos daquela época: encontrar os "fatores hereditários" postulados por Gregor Mendel. Ao lado de seus alunos, ele montou uma "sala das moscas", na qual estudou as moscas drosófilas (conhecidas também como moscas-da-fruta) e principalmente as "mutantes". Da "Fly Room", como era chamada a sala, nasceu o primeiro mapa da posição de genes sobre um cromossomo, que deu a Morgan o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia, de 1933.
Um século depois, as moscas continuam sendo utilizadas em estudos sobre genética. Em 2007, cientistas de 14 países seqüenciaram e compararam o material genético de todas as doze espécies conhecidas de moscas-da-fruta. Este estudo representou um grande avanço nos estudos da evolução, uma vez que a drosófila tem uma organização genômica sofisticada e é muito mais próxima dos humanos do que se pensava antigamente.
O capítulo "Moscas, Bactérias, Ratos e Homens" do livro "O Projeto Genoma Humano", da Publifolha, mostra como os estudos Morgan contribuíram para o desenvolvimento da genética.
Leia abaixo trecho do livro.
*
Tem sido um animalzinho importante para a história da biologia a Drosophila melanogaster, a popular mosca-das-frutas. Há quem pense até que esse inseto de corpo estriado merece, se não uma estátua, ao menos um busto em bronze próximo a algum ponto turístico do vasto continente criado pelos pesquisadores da hereditariedade. A drosófila e seus quatro cromossomos encontraram a fama através do engenho do zoólogo norte-americano Thomas Hunt Morgan. Fontes abalizadas descrevem-no como pioneiro de uma tradição que nascia para a biologia no final do século 19, quando o pesquisador completava sua formação no Laboratório Marítimo da deslumbrante Nápoles. Afirma um de seus continuadores que, na Itália, Morgan aprendeu "a importância de perseguir uma abordagem mais experimental do que descritiva para o estudo da biologia" 3 - justamente a tendência que atinge expressão máxima nesta transição para o século 21. Quando se conta a história da genética, Morgan e a família Drosophila aparecem sempre de mãos dadas. O uso da mosca-das-frutas como modelo experimental é um legado dele tão grande quanto as descobertas que fez ou ajudou a fazer.

Em 1910, Morgan já voltara da Europa e iniciara um período fecundo de 18 anos de trabalho na Universidade de Columbia, em Nova York. Criou o "Fly Room" (Sala das Moscas) em seu laboratório - uma coleção de garrafas de leite tapadas com estopa que servia como criadouro de moscas -; e reuniu em torno de si um grupo de estudantes com quem compartilhou o prazer de se deixar surpreender pelo inesperado dos resultados de seus experimentos. Um desses alunos, Alfred Sturtevant, registrou ter aprendido com Morgan a não evitar se deixar confundir pelas moscas. Do Fly Room de Columbia nasceram as mais importantes concepções da genética depois de Gregor Mendel e antes de James Watson e Francis Crick. As moscas-das-frutas foram as parceiras do grupo; e continuam sendo benquistas pelos cientistas de hoje - como assinala o fato de a espécie estar entre as primeiras a ter o genoma completamente seqüenciado. Drosófilas reproduzem-se depressa - mil ovos por vez, 30 gerações por ano -; é fácil diferenciar o macho da fêmea pelo tamanho e pelo aspecto; ocupam pouco espaço; e mantê-las vivas é barato. Quando Morgan e seus alunos começaram, ainda não havia fundos públicos para a pesquisa; portanto, essa última qualidade revestia-se de um caráter decisivo - bastava ter bananas no laboratório para fazer do Fly Room a residência de uma multidão de moscas.
Morgan e seus colaboradores debruçaram-se sobre as drosófilas em busca da resposta para um dos grandes problemas científicos daquele início do século 20: encontrar os "fatores hereditários" que Mendel postulara para predizer como seria a descendência de ervilhas-de-cheiro de casca rugosa quando cruzadas com ervilhas-de-cheiro de casca lisa; ou que porcentagem de ervilhas amarelas, de talo curto, seria obtida do cruzamento delas com ervilhas verdes, de talo longo, por exemplo. Fazia menos de dez anos que o trabalho do abade austríaco emergira para o conhecimento dos naturalistas, apesar de ter sido publicado em 1866 - e causara sensação.
Morgan começou a criar moscas por duvidar das conclusões de Mendel; buscava entre elas as diferentes, as "mutantes", como se consagrou chamar. Queria seguir a trilha que o método de Mendel abrira para o estudo das relações entre ascendentes e descendentes para desmenti-lo. Confirmou-o amplamente quando encontrou no Fly Room um macho mutante de olhos brancos - olhos vermelhos é o mais comum na espécie. "Casou-o" com uma fêmea de olhos vermelhos; e acompanhou a avenida que lhe abriu o prolífico par, como antes fizera Mendel com as ervilhas-de-cheiro. À aparência dos milhares de descendentes deu tratamento estatístico - à la MendeL. Do brilho dos estudantes e do método, aplicado a centenas de mutantes diferentes de drosófilas, nasceu a demonstração, para além da controvérsia científica, de que os "fatores hereditários" (hoje, diríamos genes) se encontram nos cromossomos; de que há traços - como o olho branco da mosca - cuja herança se liga ao sexo (somente machos têm olhos brancos); de que os fatores ligados a determinadas características dispõem-se linearmente nos cromossomos, em unidades separadas entre si. Dessa última idéia nasceu o primeiro mapa da posição de genes sobre um cromossomo; sem mapas, não haveria genomas completos seqüenciados. A invenção desse primeiro de todos os mapas genéticos deu-se no Fly Room de Morgan, resultado de uma conversa dele com Sturtevant, que tinha então 19 anos - cinco menos que Watson quando participou da concepção da hélice dupla.
Pelo conjunto da sua contribuição à ciência, Morgan recebeu o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia, nome oficial do prêmio, de 1933. Dividiu o dinheiro com Sturtevant e outro de seus alunos, Calvin Bridges, que legou para a comunidade dos especialistas em drosófilas o mapa, ainda em uso, da posição de genes nos cromossomos gigantes das glândulas salivares da mosca-das-frutas. Outro aluno de Morgan na Universidade de Columbia, Hermann Joseph Muller, mostrou em 1927 que raios X e raios gama induzem mutações em organismos. Dessa maneira, "foi criada pela primeira vez a possibilidade de influenciar a massa hereditária artificialmente", segundo o discurso de concessão do Nobel de Medicina e Fisiologia. O animal de laboratório que Muller escolheu para fazer seus experimentos era a drosófila, claro. Se algum dia o busto de bronze for erigido em homenagem às bilhões de moscas que, ainda que involuntariamente, tiveram suas vidas e suas proles devotadas à experimentação biológica, alguém poderá providenciar uma inscrição: "Prêmio Nobel (Duas Vezes) por Relevantes Serviços Prestados à Pesquisa Científica".
Toda essa abnegação às exigências do chamado avanço do conhecimento, no entanto, não bastou para que as moscas-das-frutas se mantivessem únicas no topo da preferência dos biólogos da segunda metade do século 20, a partir das descobertas de Linus Pauling, que pôs de pé as proteínas, e de Watson e Crick, que "inventaram" o DNA contemporâneo. Há laboratórios que buscam entender o comportamento delas a partir de seus genes; neles, elas continuam voando, soberanas; mas, depois que a escola de Morgan (como ensinam os que contam hoje a história da moderna biologia) ofereceu a quem veio depois dele onde procurar a "base física" para os postulados genes4 - até ali, segundo os anais do Prêmio Nobel, "o mecanismo da fertilização permanecia misticismo impenetrável"5 -, o foco dos biólogos fechou-se sobre as moléculas presentes no interior das células, do DNA às inúmeras proteínas. Em busca de afastar de vez o "brilho místico" que rondava as unidades de transmissão hereditária de Mendel, esses novos biólogos passaram a trabalhar nos laboratórios com o mundo muito pequeno dos compostos presentes nas bactérias, nos vírus, nos fungos - com seus genomas mais compactos, mais simples, mais manejáveis.
Pesquisa aponta os riscos à saúde no uso de piercing

São Paulo - A psicóloga mineira Renata Schaefer Moura passou por oito cirurgias e perdeu quase dois meses de trabalho. A razão? Um piercing na orelha esquerda. Renata teve uma pericondrite, forma agressiva de infecção da cartilagem. Pouca gente sabe, mas 15% dos jovens que utilizam o adereço procuram um serviço de saúde porque não agüentam a dor, o inchaço ou a febre. Um número equivalente relata complicações, mas não procura ajuda. Inflamação, sangramentos e infecção são os problemas mais comuns. Renata pertence ao porcentual dos que precisam ficar internados para tratamento: cerca de 1%.
Os dados são de uma pesquisa publicada no British Medical Journal em junho. Foram entrevistados 1.049 ingleses que usam ou já usaram piercing. Não há levantamentos semelhantes no Brasil, mas a pediatra Geni Worcman Beznos, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, acredita que os dados no País são parecidos.
A região onde há mais complicações é a língua. Segundo o estudo britânico, cerca de 50% das perfurações no local trazem inconvenientes. Em 24% dos casos, o episódio termina em um consultório médico. "A língua é um local com muitos vasos sanguíneos", explica Geni. "Por isso, defende-se bem de infecções, apesar de inchar bastante." Mas se uma colônia de bactérias resiste e entra na corrente sanguínea, pode causar complicações sérias como a endocardite bacteriana, infecção do tecido cardíaco.
O risco motivou a criação, em São Paulo, da Lei Estadual nº 9.828, de 1997, que proíbe a colocação de piercings em menores, mesmo com a autorização dos pais. Mas é fácil encontrar lugares que fazem o procedimento em adolescentes.
Cerca de 50% das mulheres britânicas de 16 a 24 anos utilizam piercing. Geni também acredita que é o grupo de maior incidência no Brasil. A advogada Milena Nunes Lemos de Melo tinha 19 anos quando colocou oito piercings em cada orelha. Meses depois, ao procurar estágio, resolveu tirá-los. Nos furos brotaram quelóides - cicatrizes anômalas que não param de crescer. Ela procurou o Hospital das Clínicas e iniciou um tratamento que durou três meses e incluía infiltração de cortisona. "Foi um calvário", afirma Milena. Cinco anos depois, há só um quelóide na orelha esquerda.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A proteína das manhãs


Estudo mostra que, nesse horário, o nutriente multiplica por até cinco vezes a sensação de saciedade ao longo do dia

Por Lúcia Helena de Oliveira

Já se desconfiava que pitadas a mais de proteína na dieta evitariam ataques de gula. E nesta semana o British Journal of Nutrition publicou um trabalho surpreendente que, na verdade, foi realizado em solo americano, mais especificamente na Universidade Purdue, por um time liderado pelo nutricionista e doutor em ciência dos alimentos Wayne W. Campbell. “O horário em que você consome a proteína faz toda a diferença para aproveitar esse efeito saciedade”, sentencia o pesquisador, em entrevista a esta coluna.

Ele conta que, para o estudo, recrutou homens acima do peso na faixa dos 40 anos. Todos seguiram uma alimentação equilibrada de baixas calorias, fracionada em cinco refeições. Mas havia diferenças. Parte do grupo recebeu uma dieta com um teor, digamos, convencional de proteínas. Para o restante, porém, os nutricionistas criaram um programa alimentar com o mesmo valor calórico, mas com uma participação maior de fontes protéicas. De 18% a 25% das calorias consumidas vinham de alimentos ricos em proteínas.
“Já esperávamos que essa turma sentisse menos fome ao longo do dia”, admite Campbell. “O que eu me intrigava mesmo era descobrir o seguinte: se essas pessoas concentrassem mais proteínas em uma determinada refeição, será que isso faria alguma diferença? Vimos que sim.”

Para chegar a essa conclusão, ele dividiu os voluntários que comiam mais proteína em quatro grupos. O primeiro distribuiu os alimentos protéicos por todas as refeições. O segundo reforçou a presença das proteínas no café-da-manhã. O terceiro comeu mais de suas fontes no almoço e o quarto, no jantar. Todos os participantes tinham de responder perguntas sobre como andava a sua fome, se tinham vontade de devorar bombons no meio da tarde e coisas assim. Não bastasse isso, de vez em quando se submetiam a testes de sangue para medir hormônios envolvidos com a saciedade. Cruzadas todas essas informações, os cientistas notaram que não fazia muita diferença distribuir todas as porções protéicas ao longo das refeições ou deixá-las para o almoço e o jantar. No entanto, caprichar na proteína do café-da-manhã, ah, isso sim, era uma ajuda e tanto, capaz de multiplicar por quatro, muitas vezes até por cinco a intensidade e a duração da sensação de saciedade.

“Por que isso acontece? Bem, nós ainda não sabemos. Mas trata-se da primeira evidência científica de que o horário de consumo das proteínas faz diferença e uma revelação assim, sem dúvida, pode ajudar pessoas que precisam perder peso de uma maneira mais saudável, sem apelar para saídas malucas.”

O especialista lembra que, por ironia, muita gente prefere comer mais proteínas à noite e comenta que um café-da-manhã capaz de prevenir ataques de fome não tem nada de outro mundo, “principalmente nos países onde as pessoas têm o bom hábito de tomar leite no desjejum.” Ele aconselha que você complemente o leite desnatado com duas porções de alimentos protéicos. Uma porção equivaleria a um ovo cozido ou uma omelete simples preparada sem gordura ou feita só de claras; duas fatias finas de peito de peru ou de presunto light ou, ainda, de queijo light também; uma colher de sopa de queijo cottage; um copo de iogurte desnatado batido com adoçante, entre outros exemplos.
Cuide da pressão após o exercício

Depois de praticar um exercício puxado, relaxe. Mas relaxe mesmo.
Por César Kurt

Isso se você quiser salvaguardar seu coração. Pesquisadores da Universidade do Alabama, em Birmingham, nos Estados Unidos, concluíram que até mesmo uma atividade intelectual feita logo após a ginástica pode fazer a pressão arterial disparar. Eles pediram a dois grupos de voluntários que decorassem uma seqüência de letras. O primeiro, que acabara de malhar, sofreu um aumento de pressão muito superior ao da segunda turma, que não tinha se mexido. Os hipertensos correm maior risco de um dano cardiovascular, mas mesmo os que não sofrem disso estão sujeitos a uma arritmia, esclarece José Kawazoe Lazzoli, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, que é cardiologista em São Paulo.
Uma noite maldormida tem efeito semelhante ao do exercício estafante
Malhe de cabeça fresca
Os carecas são mais vulneráveis a dois efeitos da radiação solar que influem na atividade física: o aumento da temperatura interna e a elevação da freqüência cardíaca. Foi o que constatou um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais. Donos de vastas (e crespas) cabeleiras foram monitorados durante uma hora enquanto corriam na esteira. Após alguns dias, passaram a máquina zero nas madeixas e repetiram o teste. Resultado: de cabeça raspada, apresentaram maior aquecimento corporal e batimentos mais acelerados. O cabelo encaracolado cresce para cima, e isso impede que os raios incidam diretamente sobre o couro cabeludo, diz o educador físico Leonardo Coelho, um dos autores.
Se você é calvo, é obrigatório usar um boné de tecido leve para não prejudicar a evaporação do suor.
Boa pergunta
"QUEM TEM DOR NAS COSTAS PODE PRATICAR EXERCÍCIOS FÍSICOS? QUAIS?
Simone Marques, por e-mail
Depende. Nos casos de lombalgia mecânica, quando ocorrem espasmos generalizados em toda a coluna, caminhar em ritmo moderado, em terreno plano, durante no mínimo 30 minutos, até ajuda a diminuir as dores, diz o reumatologista Alex Carvalho Faria, de São Paulo. Exercícios que fortalecem o abdômen também costumam ser eficazes, pois estabilizam a coluna. Porém, um fisioterapeuta deve acompanhar a ginástica, ressalva. Já para quem tem hérnia de disco ou sofreu uma fratura na vértebra, mínima que seja, fica proibido qualquer tipo de atividade física sem autorização do especialista. (E.M.)

Distúrbios alimentares na adolescência


Comida sem cor nem graça
É assim, sem o menor apetite, que adolescentes devastados por transtornos alimentares retratam as refeições. Cientistas investigam por que esses distúrbios passam a assombrar, cada vez mais, quem mal saiu da infância

por IRACY PAULINA

Que a bulimia e a anorexia encontram presas fáceis na juventude, isso as estatísticas apontam desde que esses males se tornaram conhecidos da ciência. No entanto, mesmo olhando apenas para o período da adolescência, nota-se que esses distúrbios alimentares chegam cada vez mais cedo. Até que ponto dietas milagrosas, padrões de beleza irreais, comentários negativos de colegas e familiares - que sempre foram acusados de gatilho para esses transtornos - afetariam meninas e meninos que, talvez meses antes, ainda brincassem de boneca ou só pensassem em bola de futebol?
Em busca de respostas, pesquisadores liderados por Alison Field, epidemiologista especializada em pediatria, obesidade e desordens alimentares no Children's Hospital, em Boston, nos Estados Unidos, acompanharam durante sete anos nada menos que 6 916 garotas e 5 518 meninos de 9 a 15 anos. Uma das conclusões foi de que as ações preventivas devem variar de acordo com o sexo e a idade. "Meninas menores de 14 anos, filhas de mulheres com histórico de transtorno alimentar, correm um risco três vezes maior de manifestar um desses problemas", exemplifica Alison. Ou seja, não importa tanto se a garota admira a modelo esquálida ou pensa que fará sucesso nas primeiras baladas se for magérrima. Mesmo que não seja ligada nisso, ela merece atenção. "Já no caso dos garotos menores, o que pesa são os comentários negativos da família." Atenção: da família mais até do que dos colegas de turma.
Especialistas brasileiros ressaltam que nada disso, isoladamente, condenará uma criança a se tornar vítima da bulimia ou da anorexia. Outros fatores contribuem para esses problemas: perfeccionismo, depressão, ansiedade e transtorno obsessivo-compulsivo. "As origens dessas desordens são sempre multifatoriais", diz o psiquiatra Fábio Salzano, vice-coordenador do Ambulin, o Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Hospital das Clínicas de São Paulo.
"Vamos ser claros: a anorexia é a única doença psiquiátrica capaz de matar 15% dos pacientes. Eles precisam de ajuda de médico, psicólogo, nutricionista", avisa o psiquiatra Táki Cordás, coordenador do Ambulin. Não imagine que seu filho, se tiver qualquer problema, pedirá esse socorro. "O anoréxico não acha que está doente, e sim gordo", explica a lógica o psicólogo e psiquiatra Marco Antonio de Tommaso, de São Paulo. A nova dica aos pais é: fiquem também ligados à meninada mais nova. Ela pode ser vítima.

A anorexia
O paciente sempre acha que está mais gordo do que de fato é e quer emagrecer a qualquer custo. Por isso diminui drasticamente a ingestão de comida, podendo ou não usar medidas purgativas, como vômito e laxantes. Há 16 garotas com o problema para cada garoto. Não importa o sexo, a maioria tem entre 12 e 15 anos.
A bulimia
O emagrecimento não é severo. O peso pode até ser normal ou quase. Mas há uma enorme preocupação em não engordar. Essa é uma idéia fixa. Aí, quase para compensá-la, bate uma tremenda vontade de devorar comida. Após o ataque de gula, sentindo-se culpado, o jovem vomita ou toma laxantes e diuréticos. No dia seguinte, exagera na dieta restritiva e nos exercícios. Por enquanto, as maiores vítimas ainda têm mais de 16 anos.
Perigo na internet
Os apelidos são engraçadinhos, mas o assunto não é nenhuma piada. Longe disso. Anas e Mias (abreviações de anorexia e bulimia) intitulam as páginas da internet hospedadas em comunidades de sites de relacionamento como o Orkut, servindo de estímulo para o emagrecimento a qualquer preço e pela adoção do transtorno alimentar como estilo de vida. "Esses jovens que se encontram na internet têm dificuldade maior de falar sobre o problema com os pais", observa a nutricionista Tâmara Erbert, autora de Anorexia e Bulimia Nervosas.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

14 mitos e verdades sobre depilação com cera quente



“Tomar sol sem proteção solar após a depilação pode, sim, manchar a pele e não é recomendável depilar qualquer parte do corpo antes de, no mínimo, 28 dias da depilação anterior. Muita gente não sabe o que é verdade ou não sobre a depilação com cera e acaba confundindo crença popular com cuidados importantes”, afirma a esteticista Regina Jordão.
Para acabar de vez com as dúvidas e saber exatamente o que é verdadeiro ou não, veja abaixo lista de mitos e verdades sobre a depilação:
1. Afirmação: A cera quente faz os vasinhos das pernas se romperem e pode causar varizes.

Resposta: mito. A cera quente ao ser aplicada tem ação superficial. As veias ou microvasos ficam localizados muito abaixo da hipoderme, onde os efeitos da cera não podem chegar.

2. Afirmação: A cera quente aplicada com muita freqüência pode causar flacidez, principalmente em regiões onde a pele é mais fina, como abaixo da sombrancelha e buço.

Resposta: mito. Nem somente o calor, sem o movimento de “puxar a cera” altera o tônus da pele. Esse estímulo é apenas superficial. A flacidez é causada pelo enfraquecimento das fibras de colágeno e elastina, que não são atingidas durante o processo de depilação. Quem quer driblar o problema da flacidez precisa evitar o sol e as lâmpadas infra-vermelhas, principalmente nas pálpebras, pois a exposição excessiva à radiação causa prejuízo às fibras colágenas e elásticas que sustentam a pele.

3. Afirmação: Quem tem problemas de alergias na pele não pode fazer depilação com cera quente.
Resposta: mito. Primeiro é preciso avaliar quais são os produtos e componentes causadores da alergia.

4. Afirmação: A depilação com cera quente pode manchar ou escurecer a pele.
Resposta: verdade. As manchas escuras podem aparecer caso haja exposição ao sol sem o uso do protetor solar após a depilação ou se a cera quente for aplicada sobre algum tipo de lesão. A cera depilatória tira a camada de proteção da pele, deixando-a mais exposta e vulnerável.

5. Afirmação: A depilação com a cera quente dói menos do que com a cera fria.
Resposta: verdade. A cera quente atua como relaxante sobre a pele, dilatando os poros, o que facilita a retirada do pêlo com mais facilidade e menos dor.

6. Afirmação: A reutilização da cera não traz problemas de pele, pois ela é fervida novamente em altas temperaturas, matando qualquer tipo de bactéria.

Resposta mito Reutilizar cera depilatória, utilizando o processo de fervura, não mata bactérias mais resistentes.

7. Afirmação: Não se deve fazer nova depilação com cera em menos de 1 mês da depilação anterior.
Resposta verdade. A pele leva, em média, 28 dias para se recompor após a utilização de cera depilatória, que retira a camada córnea da pele, deixando-a desprotegida.

8. Afirmação: A depilação com cera quente encrava mais pêlos do que qualquer outra depilação.
Resposta verdade. A cera quente retira melhor os pêlos, deixando-os cada vez mais fracos. Ao nascerem novamente, se os pêlos encontrarem uma pele desidratada, áspera e seca, terão dificuldade para rompê-la e, com isso, irão encravar. Já em depilações com lâmina de barbear, isso é pouco comum, pois o pêlo raspado nasce pontiagudo e consegue perfurar a pele mesmo quando ela está seca e áspera.

9. Afirmação: É aconselhável que as gestantes de 9 meses de gravidez realizem a depilação íntima completa (tricotomia) para agilizar os preparativos do parto.

Resposta verdade. Este procedimento realmente ajuda a facilitar os preparativos do parto, porém é recomendável que a depilação seja feita, paulatinamente, a partir do 5º mês de gestação, para evitar a sensibilidade maior que as mulheres apresentam no 9º mês de gestação.

10. Afirmação: A depilação com cera quente faz os pêlos crescerem mais depressa do que a depilação com cera fria.
Resposta mito. Toda depilação realizada com a retirada dos pêlos pela raiz faz com que os pêlos levem, em média, de 20 a 25 dias para crescer novamente.

11. Afirmação: Depilações em áreas íntimas tiram a proteção que os pêlos dão às mucosas, causando coceira quando os pêlos começam a crescer.

Resposta mito. Quando os pêlos são retirados com cera quente e pela raiz, nascem mais finos e a depilação não causa coceira ou qualquer irritação. O mesmo não acontece quando a depilação é feita com lâmina de barbear, já que os pêlos engrossam e, ao romperem a pele, podem irritá-la.

12. Afirmação: Depois que a depilação com cera é realizada, não se deve utilizar a pinça para a retirada de pêlos que sobraram, pois isso faz com que eles fiquem mais fortes quando nascerem.

Resposta mito. Os pêlos que resistem à depilação devem ser retirados com pinça para acabamento do trabalho realizado. Na depilação com cera quente, a pele fica relaxada e os poros dilatados, fazendo com que os pêlos fiquem praticamente desprendidos de sua raiz, facilitando a extração.

13. Afirmação: É sempre bom intercalar uma depilação com cera e uma depilação com aparelho de barbear, para não irritar muito a pele.

Resposta mito. A depilação com cera quente não irrita a pele. Esse procedimento só deve ser adotado em casos graves de pêlos encravados. Aí sim, a lâmina vai esfoliar a pele, soltar os pêlos encravados e deixá-los pontiagudos, facilitando a saída da pele quando crescer.

14. Afirmação: A cera quente é mais indicada no inverno, pois as altas temperaturas do verão contribuem para aumentar ainda mais a temperatura da cera, causando vermelhidão na pele.

Resposta: mito. A temperatura da cera é a mesma no inverno ou no verão. A temperatura interna de cada pessoa é que muda conforme o clima ou temperatura externa, tornando a cera mais suportável ou não.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O Significado das Flores

Sabia que a Natureza traduz uma série de significados para a vida?? Sabia que cada flor transmite uma determinada essência e conceito? Na escolha da decoração floral no dia do casamento, veja o que pode transmitir a todos aqueles que estão consigo neste dia especial... escolha flores de acordo com seu gosto pessoal e que possam transmitir o que sente o que quer dizer...



Sabia que...




A Orquídea representa a sexualidade na sua forma mais excêntrica e nos seus tons inequívocos.





A Tulipa representa a elegância e a sensibilidade. As suas cores podem adequar-se a qualquer estilo e a sua presença tornará tudo muito suave.




A Margarida é símbolo da virgindade e da inocência e a sua cor natural representa isso mesmo (inocência, pureza e paz).





O Girassol representa a força positiva do sol, transmitindo calor, força e integridade. A sua cor representa felicidade, alegria, orgulho e amizade.



A Rosa é considerada a mais romântica das flores simbolizando paixão eterna. A cor vermelha representa o amor, paixão, coragem e respeito.





O Jasmim possui um perfume exótico significando sorte e alegria. É considerado o rei das flores devido ao seu perfume forte. A sua cor representa inocência, pureza e paz.




A Gerbéra, com as suas cores mais vivas representa alegria, pureza e simplicidade.
Todas as cores nos dizem algo... e o misto das cores pode representar os sentimentos mais variados. Por exemplo: as flores vermelhas juntamente comas brancas representam a união, harmonia e unidade e se nos decidirmos pelas cor de rosa, poderemos transmitir sentimentos de simpatia, carinho, gratidão e gentileza. O fascínio e encantamento é representado pelas flores cor de laranja. Finalmente podemos ter em atenção que os tons claros representam a amizade e solidariedade e que os tons predominantemente vermelhos, representam o amor e felicidade. Escolha os seus tons e intensifique o seu dia...

Escova inteligente: por que todo mundo quer fazer?

Fabiana Rodrigues, 27 anos, jornalista


A nova técnica, que faz a cabeça das famosas como Juliana Paes e Carol Castro, promete respeitar o seu tipo de cabelo: reduzir o volume e alisar os fios, mas não deixá-los chapados, sem movimento (no caso dos crespos, apenas soltar os cachos). Também é indicada para quem fez outras escovas progressivas ou abusou da tintura, pois conta com substâncias que dão mais força e brilho. Quem testou gostou.

“Fiz a escova inteligente para dar um jeito no excesso de volume do meu cabelo. Ele já era mais para o liso, mas tinha umas ondas que armavam, e eu vivia refém da chapinha. Gostei do resultado, ninguém diz que eu passei por um alisamento. Os fios ganharam caimento natural, com muito balanço. Já repeti três vezes e, talvez por meu cabelo ser resistente, não senti que as pontas ressecaram ou abriram. Pelo contrário: deu um superbrilho.”Fabiana Rodrigues, 27 anos, jornalista
Primeiro, veio o alisamento japonês. Definitivo – só sai conforme o cabelo cresce –, deixava-o esticadinho, mas parecia um capacete (lembra do polêmico look de Fátima Bernardes, apresentadora do Jornal Nacional?) e, com muita química na fórmula, enfraquecia demais os fios. Logo depois, as escovas progressivas (com durabilidade de três a seis meses) pipocaram em todos os salões e fizeram o maior sucesso. Daí, surgiu o alerta sobre o risco do formol para a nossa saúde. E novas substâncias – guanidina, tioglicolato e hidróxido de sódio – entraram na jogada com a tarefa de alisar sem causar irritação, vermelhidão, alergia na pele e no couro cabeludo. Agora a bola da vez é a escova inteligente, sucesso entre as famosas. O método, segundo os cabeleireiros, traz algumas promessas interessantes para as mulheres que não vivem mais sem a progressiva. O principal apelo é agredir menos os fios. Mesmo assim, não dá para dizer que o cabelo, a longo prazo, não sofre danos.

Movimento, força e brilho


“Costumo falar que, em vez de alisamento, essa escova é um tratamento de redução de volume, pois não deixa o visual chapado. Os ondulados ficam lisos, mas com balanço, e os cacheados ganham um anelado solto”, diz Anysio Estevão, hairstylist do salão Piú Bella Capelli, no Rio de Janeiro. Outro ponto positivo é que, com a nova técnica, não há mais a necessidade de ficar três dias sem prender ou lavar o cabelo – quem fez a progressiva tradicional sabe o incômodo que isso causa. “Depois de escovar e passar a chapinha, já podemos molhar a cabeça da cliente, que sai do salão com os fios limpinhos e perfumados”, conta Neide Pereira, cabeleireira do Fashion Clinic, também no Rio de Janeiro. Por fim, a escova inteligente promete um banho de força e brilho ao cabelo graças à fórmula rica em proteína, queratina ou aminoácidos, além de agentes hidratantes como a castanha-do-pará. “Essas substâncias, por terem bastante afinidade com a fibra capilar, são capazes de reconstruir os fios, deixando-os mais resistentes e brilhantes”, defende Everton de Freitas, químico da Vital Especialidades, empresa que desenvolve princípio ativo para cosméticos, em São Paulo. “É por isso que o método se torna compatível com o cabelo que está fragilizado por excesso de tintura ou por outro tipo de alisamento”, completa Tony Sant’anna, cabeleireiro do Club Capelli, no Rio de Janeiro.


O mistério da fórmula


Descobrir qual o ativo responsável pelo efeito liso das escovas inteligentes pode virar uma missão impossível. Cada salão usa uma marca diferente (muitas desconhecidas) e, não raro, os cabeleireiros insistem em dizer que não há química alguma no processo – sem falar que ainda existe a prática em que o próprio profissional adiciona formol no produto para dar um resultado mais liso e duradouro! O fato é que não existe milagre da transformação. O químico Everton de Freitas até arriscou um teste: formulou uma escova apenas à base de substâncias reconstrutoras, como a carbocisteína, e, então, experimentou numa voluntária, fazendo o mesmo processo de uma escova inteligente. “Infelizmente, durou apenas cinco dias”, conta. “Se não tem formol, a fórmula precisa conter outro componente químico para alterar a estrutura do fio”, diz Emiro Khury, cosmetologista de São Paulo. De qualquer forma, alguns profissionais juram que a escova inteligente danifica menos o cabelo do que as versões anteriores. Mas não vale abusar, desrespeitando o intervalo de dois a três meses entre os retoques. Recomenda-se, ainda, fazer uma manutenção com xampus, condicionadores e máscaras específi cos para fios que passaram por algum processo químico, além de tratamentos como uma hidratação profunda ou a reconstrução térmica. E, aí, ficou animada?
Em queda livre

Eles caem por toda parte, até na mesa de trabalho. Antes que você enlouqueça com a queda capilar, saiba como manter a saúde dos fios

Por Nathalya Buracoff



Foto: Getty Images
Fios a menos na cabeça e a mais no travesseiro, no chão da casa, no pente, no ralo do banheiro e na mesa de trabalho. Ao fazer um rabo de cavalo você fica surpresa ao notar que o elástico está dando mais voltas do que deveria? Cuidado, você pode ser uma vítima da queda capilar.Se para os homens o fato de perder os cabelos é indesejável, para as mulheres o assunto é desesperador. Neles a causa mais comum é a genética, denominada alopecia androgenética masculina. Já nelas, as causas da queda excessiva de cabelo podem variar entre a calvície androgenética, as de origem hormonal, metabólica ou auto-imune e a alopecia areata, conhecida como pelada, caracterizada pela perda dos cabelos em uma pequena área arredondada.Entre as causas mais comuns de queda capilar feminina estão as oscilações dos hormônios femininos; seborréia; oleosidade excessiva; dietas desequilibradas; cistos de ovário; diabetes; anemia; infecções; menopausa; uso de pílulas anticoncepcionais; transtornos endocrinológicos; câncer; problemas na tireóide; período pós-parto; pós-cirurgias; anorexia nervosa; uso de implantes hormonais e anabolizantes. Além destes fatores, o índice elevado de estresse, ansiedade e depressão acabam ocasionando a perda significativa de fios, comprometendo o volume do cabelo.Foi o que aconteceu com a empresária Beatriz Souza, 42 anos. "Eu tinha acabado de ser promovida, fazia longas jornadas de trabalho, não me alimentava direito e só fui perceber que o estresse estava me prejudicando quando notei uma falha no couro cabeludo, bem no alto da cabeça."

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Em determinados períodos do ano é normal ocorrer uma queda capilar maior, como na troca de estações, com a chegada do outono e da primavera. De acordo com a dermatologista e membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia Carla Albuquerque, "a queda de cabelos sazonal acontece devido à fase de repouso dos cabelos prolongada, determinada pelas alterações climáticas. Trata-se de um evento biológico similar à alopecia que ocorre em muitos animais".A queda capilar também pode apresentar causas químicas e físicas, sendo conseqüência de procedimentos estéticos como alisamentos, reflexos, descolorações, permanentes, relaxamentos e penteados, como o uso constante de coques e rabos de cavalo que tracionam demais o couro cabeludo, podendo causar o enfraquecimento dos fios e a franca diminuição do volume de cabelos.

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Cuidados com os fios douradosAs mulheres adeptas do look loiro e liso devem ter atenção redobrada com os cabelos. Segundo a dermatologista Lígia Kogos, "nada consegue recuperar o calibre do fio que foi dizimado pela coloração, nem o melhor cabeleireiro do mundo! O uso do descolorante é prejudicial em 100% dos casos, fazendo com que a estrutura do fio fique irregular."Um fio de cabelo pode viver em media 6 anos e cresce por volta de um centímetro por mês. Já o cabelo que sofreu processos químicos como reflexos, balaiagens, luzes e descolorações fica com a estrutura debilitada e quebra próximo da raiz, diminuindo o volume capilar e dando a falsa impressão de queda.
"As morenas que fazem descolorações são as mais traumatizadas com as tinturas, pois o tempo exposto ao produto químico é muito maior", alerta Lígia.Seu cabelo é o que você comeAs dietas alimentares muito restritivas também podem promover a queda anormal das madeixas. Segundo a médica endocrinologista do Hospital Barra D´Or e Coordenadora da Pós-graduação em Endocrinologia da Universidade do Rio de Janeiro (UNIRIO/HUGG) Flávia Regina Barbosa Van Haute, "as mulheres que apresentam deficiência de nutrientes essenciais para a manutenção da saúde dos fios, como ferro, zinco, cobre, cálcio, magnésio e vitaminas do complexo B podem apresentar alterações no processo metabólico e queda capilar acentuada".Ter uma alimentação balanceada e consumir proteínas encontradas em carnes vermelhas, peito de peru, frango, clara de ovo e peixes ajuda a manter a elasticidade e o brilho dos fios. "
Quem quer um cabelo com brilho e saúde deve incluir alguns alimentos no cardápio, com a cenoura, uma excelente fonte de vitamina E, nozes, castanhas-de-caju, verduras escuras como rúcula, brócolis, espinafre, frutas ricas em sais minerais e vitamina C, como a laranja, goiaba, acerola, morango e banana", recomenda a dermatologista Lígia Kogos.